Para muitas famílias, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA representa uma conquista individual. Em outras, torna-se parte de uma história que atravessa gerações.
Jerônimo Souza (T96) e seu filho Davi Souza (T28) compartilham essa experiência. Entre diferentes contextos e momentos históricos, pai e filho encontram no ITA um ponto de conexão — e de continuidade.


Desde cedo, Davi cresceu ouvindo relatos sobre a trajetória do pai no Instituto. Histórias marcadas por desafios, superação e amizades duradouras ajudaram a construir, ao longo do tempo, o interesse pelo mesmo caminho.
“Houve influência, mas a decisão foi construída aos poucos”, resume.
Para Jerônimo, acompanhar essa escolha foi motivo de satisfação. “Sempre compartilhei minha experiência no ITA. Incentivei, mas foi uma decisão natural. Fiquei muito feliz ao ver esse caminho se concretizar.”
Mudanças e permanências
Ao revisitar o Instituto, Jerônimo reconhece avanços importantes, especialmente na infraestrutura do H8. Ele também observa que, antes mesmo da entrada no ITA, houve uma mudança relevante: hoje os vestibulandos têm muito mais acesso a materiais de estudo de alta qualidade, o que contribui para elevar o nível do processo seletivo, que segue altamente competitivo.


Ao mesmo tempo, destaca que a essência da formação permanece, e a exigência acadêmica do ITA continua elevada. Por isso o aluno precisa desenvolver autonomia para acompanhar o ritmo do curso.
“A Disciplina Consciente, o nível de cobrança e o espírito do H8 continuam muito presentes”, observa.
Para Davi, apesar das transformações do mundo nas últimas décadas, há elementos que permanecem como marca da formação no ITA, desde a cultura interna até o alto nível de exigência.
Escolhas e protagonismo
Aluno de Engenharia Eletrônica, Davi encontrou na tecnologia um campo natural de interesse. Desde o início da graduação, buscou se envolver em iniciativas que complementam a formação acadêmica.
Participou da ITA Júnior e, ao longo dos anos, assumiu funções de liderança no Centro Acadêmico Santos Dumont (CASD), chegando à diretoria executiva. Para ele, esse envolvimento é uma forma de retribuir à comunidade que o acolheu.


“Quis contribuir e fazer a diferença dentro do ITA”, afirma.
Jerônimo observa com atenção esse movimento. Em sua época, a participação em atividades extracurriculares era mais limitada. Hoje, enxerga um engajamento muito maior por parte dos alunos — fator que considera extremamente positivo para a formação.
Crescer também fora da sala de aula
A experiência no ITA vai além do conteúdo técnico. Para Davi, morar longe da família representou um desafio importante e também um processo de amadurecimento.


“Foi difícil no início, mas me ajudou a crescer e a me tornar mais independente”, relata.
Dentro e fora do campus, a formação no Instituto exige adaptação, resiliência e capacidade de tomar decisões — habilidades que se constroem ao longo da jornada.
Formação com impacto
Com trajetória profissional que inclui atuação na iniciativa privada e no serviço público, Jerônimo destaca o papel do engenheiro na sociedade.
Para ele, áreas como infraestrutura, energia e desenvolvimento tecnológico são fundamentais para o futuro do Brasil e dependem diretamente da formação de profissionais qualificados.
Davi, ainda no início da graduação, reconhece que o caminho à frente é amplo. Mais do que definir uma carreira, o objetivo é construir uma trajetória com impacto.
Um legado que continua
Na família Souza, o ITA representa mais do que uma formação acadêmica. É fonte de orgulho, realização e continuidade.

Para pai e filho, o principal legado está na cultura e nos valores que acompanham o iteano ao longo da vida, especialmente a Disciplina Consciente, a ética e o espírito de comunidade.
Ao completar dez anos em 2026, a ITAEx reforça seu compromisso em apoiar iniciativas acadêmicas e fortalecer essa rede de conexões que atravessa gerações.
Porque, no ITA, cada trajetória individual também faz parte de uma história maior.
