O (ITA) ocupa um espaço especial na história da família Moura. Quase três décadas depois de viver o início da própria jornada no Instituto, agora acompanha o filho (T30) atravessar os mesmos portões, mas em um ITA de outra geração. Para o pai, a experiência tem sido quase um retorno no tempo. As histórias do alojamento, a chegada em São José dos Campos, o primeiro trote, a escolha do quarto, as primeiras provas e amizades voltaram à memória ao ouvir o filho relatar o próprio cotidiano.
“São lembranças de um mundo completamente novo para mim à época,
e que agora se abre para ele”, resume Frederico.
Uma escolha construída ao longo da vida
Henrique cresceu cercado pelas histórias do ITA.

Conversas do pai, encontros com amigos iteanos e relatos da vida no H8 ajudaram a formar sua visão sobre o Instituto muito antes do vestibular.
Mas Frederico faz questão de destacar: a decisão nunca foi imposta.
O interesse de Henrique pela engenharia surgiu naturalmente ainda no colégio, assim como a vontade de tentar o ITA.
Mesmo aprovado na (Unicamp) e na ainda no terceiro ano, Henrique preferiu seguir no cursinho para buscar o objetivo que já havia escolhido.
“Ele estava bem decidido”, conta o pai.

Para Henrique, o ITA reunia elementos difíceis de encontrar em outro lugar: desafio acadêmico, convivência intensa e um forte senso de comunidade.
“O que mais me cativou foi a união entre os alunos e a força da comunidade iteana”, afirma o aluno.
O ITA que se vive
Mais do que uma escola, Henrique queria experimentar a vida no ITA.

O alojamento, o convívio no H8 e a proximidade entre estudo, rotina e amizades sempre fizeram parte do imaginário criado pelas histórias do pai.
Agora, vivendo o Fundamental, ele diz ter encontrado exatamente isso.
A liberdade de sair da aula e estar no quarto ou no rancho poucos minutos depois transformou completamente sua percepção sobre a vida universitária.

“Isso torna a rotina mais leve e me faz sentir em casa quase o tempo todo.”
Iniciativas e pertencimento
Mesmo no início da graduação, Henrique já participa de iniciativas como , (CASD) e Associação Atlética.

O envolvimento precoce veio do desejo de experimentar novas atividades, desenvolver habilidades diferentes e contribuir para a comunidade do H8 desde cedo.
Entre todas, a ITA Robio ocupa um espaço especial. Henrique se impressiona com a capacidade da equipe de desenvolver soluções em bioengenharia e saúde mesmo sem existir ainda um curso específico da área no ITA.

Também destaca algo que considera raro: a paixão genuína dos integrantes pela proposta da iniciativa.
Para Frederico, esse ambiente de participação estudantil é uma das grandes evoluções do ITA atual.
Ele observa que hoje existe uma estrutura muito mais organizada de acolhimento e incentivo às iniciativas, fortalecendo o sentimento de pertencimento dos novos alunos desde os primeiros meses.
Mecânica, computação e novas gerações
Pai e filho seguiram caminhos diferentes dentro da engenharia.
Frederico escolheu Engenharia Mecânica-Aeronáutica movido pela curiosidade de entender como as coisas funcionavam.
Henrique mira Engenharia da Computação, atraído pela lógica da programação, pelo desenvolvimento tecnológico e pelas possibilidades de aplicação, especialmente na área de bioengenharia.
Na visão do pai, a mudança faz sentido para a geração atual: “Hoje a vida funciona totalmente dependente desses sistemas.”
Ainda assim, os dois concordam que existe algo comum entre todas as formações do ITA: a maneira de pensar.
“O Fundamental forma muito o caráter e o modo de pensar do iteano”, declaram.
Formação para muitos caminhos
Ao longo da carreira, Frederico construiu uma trajetória ligada a infraestrutura, estratégia e desenvolvimento de negócios em empresas nacionais e internacionais.
Segundo ele, a base matemática, física e o raciocínio estruturado desenvolvidos no ITA foram essenciais para atuar em ambientes complexos e dialogar com diferentes áreas além da engenharia.
O ex-aluno também acredita que o ITA se consolidou como referência para diversos setores fora da carreira militar, especialmente em áreas que exigem forte capacidade analítica.
Na sua visão, uma diferença importante da geração atual está na valorização crescente das soft skills e das experiências extracurriculares.
Amadurecimento e futuro
Para Henrique, entrar no ITA significou também aprender a lidar com liberdade e responsabilidade.
Morar praticamente dentro da faculdade, equilibrar estudos, provas e iniciativas e organizar a própria rotina têm sido desafios importantes, e também parte central do amadurecimento.
Embora ainda esteja explorando possibilidades profissionais, ele se interessa por áreas como inteligência artificial, algoritmos, sistemas integrados, bioengenharia e desenvolvimento tecnológico.
“O caminho da carreira pode se tornar muito mais uma escolha
do que uma obrigação”, afirma o aluno.
Uma cultura que atravessa gerações
Henrique é trigêmeo de Laura (que faz Medicina na Unifesp) e Marina (que estuda Administração na FGV).

Segundo Frederico, os três sempre foram muito unidos e acompanham de perto as escolhas e conquistas uns dos outros, em trajetórias diferentes, mas marcadas pelo mesmo incentivo ao conhecimento e ao crescimento pessoal.
Nesse ambiente de troca constante, o ITA naturalmente ocupa espaço nas conversas do cotidiano. Pai e filho falam sobre provas, iniciativas, prioridades, histórias do H8 e experiências que, apesar das décadas de diferença, continuam criando conexões semelhantes entre gerações.

Para Frederico, acompanhar o filho dentro do Instituto é também revisitar uma fase decisiva da própria vida.
Henrique acredita que viver o ITA significa experimentar na prática histórias que ouviu durante toda a infância, agora construindo as próprias memórias dentro do H8.
Entre mecânica, computação, bioengenharia, tradições e novas possibilidades, os dois compartilham a mesma percepção sobre aquilo que define a cultura iteana: a Disciplina Consciente, a convivência intensa, o espírito de cooperação e os laços que permanecem muito além da graduação.
Ao completar dez anos, a ITAEx segue fortalecendo essa conexão entre gerações,
apoiando iniciativas acadêmicas e ajudando a manter viva
a cultura construída por alunos e ex-alunos ao longo das décadas.
Porque algumas histórias começam em uma sala de aula.
E continuam sendo vividas dentro de casa.

