Engenharia em Ação | CEE – Comissão de Estágios e Empregos do ITA

Quando a formação profissional começa antes da formatura, cada experiência pode se transformar em aprendizado, responsabilidade e preparo para o mercado

Ao aproximar alunos e empresas, a Comissão de Estágios e Empregos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) coloca estudantes diante de desafios de gestão, negociação e relacionamento profissional ainda durante a graduação.
Para muitos estudantes, o primeiro contato com o mercado de trabalho acontece quando chega a hora de procurar um estágio. No ITA, essa experiência pode começar muito antes. Na CEE, eles participam da organização de eventos, negociam com empresas, desenvolvem projetos, gerenciam equipes e assumem responsabilidades financeiras enquanto ainda estão na graduação.
Criada há mais de uma década, a CEE funciona hoje como o centro de carreiras do ITA, aproximando estudantes, empresas e profissionais já formados. A atuação vai muito além da tradicional Feira de Carreiras: inclui a Semana de Engenharia do ITA (SEI), eventos realizados ao longo do ano no H8, visitas técnicas, mentorias e capacitações para processos seletivos.
A proposta é acompanhar diferentes etapas da jornada profissional do aluno, do primeiro contato com uma empresa à preparação para uma entrevista e, posteriormente, à entrada no mercado de trabalho.

Uma iniciativa estudantil com responsabilidades reais

A relação com as empresas é construída continuamente. Os alunos que ingressam na CEE passam a participar desde cedo da organização de eventos e do relacionamento com recrutadores, vivenciando situações que normalmente fariam parte de sua rotina profissional apenas depois da formatura.
Essa experiência ganha uma dimensão ainda maior porque a CEE possui estrutura empresarial própria. A organização é um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e precisa gerar receita para manter sua operação, administrar custos e entregar os compromissos assumidos com empresas e estudantes.


A Feira de Carreiras, principal evento da CEE, reúne mais de 2.300 pessoas todos os anos. De um lado estão os alunos, que esperam qualidade e oportunidades; do outro, empresas que investem para participar e esperam resultados.

“Quem assume a diretoria da CEE entra em um nível de responsabilidade muito próximo ao de administrar uma empresa de mercado de verdade. Existe gestão de pessoas, mas também a responsabilidade de garantir receita, cumprir compromissos e administrar os riscos da operação”, explica a presidente Fernanda Satie Matsumoto (T29).

Essa combinação transforma a CEE em uma experiência de formação que extrapola o conteúdo acadêmico. Os alunos precisam tomar decisões, negociar, resolver problemas e lidar com as consequências de suas escolhas.

Mais do que conectar: entender os dois lados

Para aproximar empresas e alunos, a CEE também precisa compreender as necessidades de ambos.
A CEE ITA acompanha o perfil das vagas e os momentos de contratação das empresas, ao mesmo tempo em que identifica interesses e expectativas dos estudantes por meio de eventos, conversas e feedbacks. Essa escuta orienta a curadoria das empresas e oportunidades levadas ao campus.
Uma das iniciativas criadas para ampliar essa aproximação é o ITA Inside Out, desenvolvido para ajudar empresas a compreender melhor o ambiente do Instituto e o perfil de seus estudantes.
O ITA é reconhecido pela excelência acadêmica, mas isso não significa que todas as empresas saibam como estabelecer uma relação com o Instituto. Questões como o momento adequado para oferecer estágios, os perfis dos alunos e a própria dinâmica do ITA podem representar barreiras para quem está chegando.
O ITA Inside Out busca justamente reduzir essa distância.

“Cada empresa nova que conseguimos trazer para perto do ITA é, potencialmente, mais um aluno com uma oportunidade de vaga. É isso que importa para nós no fim do dia”, resume Gustavo Elpidio Ribeiro da Silva (T29), vice-presidente do CEE.

Uma atuação que cresceu com o tempo

Ao longo dos anos, a CEE ampliou sua atuação para além da organização da Feira de Carreiras. A Semana de Engenharia do ITA (SEI) passou a integrar oficialmente o calendário da instituição, enquanto eventos semanais no H8, visitas técnicas, programas de capacitação e mentorias com ex-alunos diversificaram as oportunidades oferecidas aos estudantes.


Esse movimento traduz uma visão que a CEE carrega como princípio e que encontra inspiração em uma frase do engenheiro e empresário Ozires Silva (T62): “O Brasil é muito grande para pensarmos pequeno.”

Para o diretor de Eventos, João Miguel Stacholski Coutinho dos Santos (T29), “a ideia representa o compromisso de ampliar horizontes, criar novas oportunidades e aproximar cada vez mais os estudantes de diferentes possibilidades profissionais”.

Foi com essa perspectiva que surgiu também o Growth, voltado ao desenvolvimento de novos projetos e à expansão da atuação da CEE. A mentoria com ex-alunos segue a mesma lógica, aproximando diferentes gerações de iteanos e permitindo que experiências profissionais sejam compartilhadas ainda durante a graduação.

Lucas Muylaert (T29), diretor de Growth, destaca: “A proposta é permitir que os estudantes tenham acesso a quem já percorreu diferentes caminhos profissionais e possa compartilhar experiências sobre escolhas de carreira, áreas de atuação e a transição entre a universidade e o mercado”.

A expansão parte de uma pergunta permanente: qual é a próxima forma de melhorar profissionalmente a vida do iteano?

Aprender fazendo

A experiência dentro da CEE desenvolve competências que dificilmente seriam adquiridas apenas em disciplinas acadêmicas.
Os alunos lidam com negociação e vendas, relacionamento com empresas, comunicação, gestão de pessoas, gerenciamento de projetos, organização de eventos de grande porte e responsabilidade financeira.


A liderança também é construída de forma progressiva. Os novos integrantes passam por um período de formação ao longo do ano e, desde cedo, assumem responsabilidades em projetos já consolidados.
Com o tempo, podem assumir posições de liderança em áreas específicas e, posteriormente, chegar às diretorias da Comissão.
Esse processo exige também a capacidade de conciliar a rotina da CEE com a carga acadêmica do ITA, uma experiência que aproxima o estudante das condições e pressões encontradas no ambiente profissional.

Conhecimento que passa de uma geração para outra

Como ocorre em outras iniciativas estudantis do ITA, a renovação da equipe é um desafio permanente. Na CEE, a transição entre gerações é estruturada para preservar o conhecimento acumulado.
Quando uma nova diretoria assume, há um período de cogestão com os ex-diretores. A etapa permite que os novos responsáveis conheçam processos, responsabilidades e desafios antes de assumirem integralmente suas funções.
Os diretores também acompanham os membros mais novos durante o ano, criando um processo contínuo de formação.
Mas a relação com quem já passou pela organização não termina com a saída da diretoria. Ex-presidentes e ex-diretores continuam próximos, contribuindo para validar decisões e discutir os caminhos da comissão.
O resultado é uma espécie de memória institucional construída pelas próprias gerações que passaram pela CEE.

A força da conexão com os alumni

Essa rede de ex-alunos também abre possibilidades para ampliar a atuação da comissão.
A parceria com a ITAEx e com a comunidade iteana é vista como estratégica principalmente para iniciativas de mentoria e orientação de carreira. Quem já passou pela graduação e pelo processo de entrada no mercado pode ajudar os estudantes a tomarem decisões com base em experiências concretas.
A conexão pode contribuir para escolhas que vão desde a definição de uma área de atuação até a compreensão dos desafios da transição entre a vida acadêmica e profissional.

“É uma via de mão dupla: os alunos encontram referências para suas escolhas, enquanto os ex-alunos permanecem conectados à formação das novas gerações”, explica Caio Cruz Ribeiro (T29), diretor de Feira.

Novos caminhos

Um dos próximos desafios da CEE é ampliar essa experiência para os estudantes do novo campus no Ceará.
A possibilidade de levar para Fortaleza projetos semelhantes aos desenvolvidos em São José dos Campos ainda está em avaliação e dependerá também da mobilização dos estudantes que vão estudar no novo campus. Algumas iniciativas, especialmente relacionadas aos cursos de Energias e Sistemas, poderão ser desenvolvidas inicialmente de forma on-line.
Para os alunos, a CEE pretende consolidar-se como uma iniciativa capaz de fazer diferença não apenas durante a graduação, mas também no impacto de longo prazo sobre suas trajetórias profissionais.
Para as empresas, o objetivo é continuar sendo uma parceira de confiança na construção de relações com o ITA.

“No fim, a proposta permanece a mesma que orienta a trajetória da Comissão: aproximar o conhecimento produzido no ITA das oportunidades e dos desafios encontrados no mercado”, resume Luís Fernando Rodrigues Gerage (T29), diretor de Capacitação.

E fazer isso colocando o próprio aluno no centro da experiência, e não apenas como quem recebe uma oportunidade, mas como quem aprende, desde cedo, a construí-la.

Liderança CEE ITA

💼 Fernanda Satie Matsumoto (T29) | presidente
💼 Gustavo Elpidio Ribeiro da Silva (T29) | vice-presidente
💼 Caio Cruz Ribeiro (T29) | diretor de Feira
💼 João Miguel Stacholski Coutinho dos Santos (T29) | diretor de Eventos
💼 Luís Fernando Rodrigues Gerage (T29) | diretor de Capacitação
💼 Lucas Porto Muylaert (T29) | diretor de Growth

Empresas, ex-alunos e profissionais interessados em apoiar o desenvolvimento profissional dos alunos do ITA podem contribuir com oportunidades, mentorias, conhecimento, conexões e experiências.
Cada interação fortalece a ponte entre a formação acadêmica e o mercado de trabalho, ampliando as possibilidades para as novas gerações de iteanos.

    

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