Professores, alunos de iniciativas técnicas, startups e lideranças representaram o ecossistema ITA em um dos principais encontros globais sobre energia, inovação e sustentabilidade, em uma iniciativa liderada pela ITAEx
O ecossistema ITA marcou presença no Energy Summit Global 2026, realizado entre os dias 23 e 25 de junho, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Considerado um dos principais eventos internacionais voltados à energia, inovação, sustentabilidade e empreendedorismo, o encontro reuniu universidades, empresas, investidores, formuladores de políticas públicas e centros de pesquisa para discutir os desafios da transição energética, e ampliou a presença do ecossistema ITA em um dos principais fóruns dedicados ao futuro da energia, sendo o maior evento do MIT – Massachusetts Institute of Technology fora dos EUA.
Como apoiadora institucional da Science Village, espaço dedicado à integração entre academia, setor produtivo e inovação, a ITAEx liderou uma ampla articulação que possibilitou a participação de uma comitiva formada por professores, pesquisadores, alunos de iniciativas técnicas e startups ligadas ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Uma articulação construída pelo ecossistema ITA
A participação começou a ser construída meses antes da realização do evento. Segundo o presidente da ITAEx, Edson Muylaert (T90), a iniciativa teve origem a partir da prospecção conduzida pelo diretor de Inovação e Empreendedorismo, Márcio Migon (T93), que identificou a oportunidade e iniciou a aproximação com os organizadores do Energy Summit, além de mobilizar diferentes atores do ecossistema ITA.

“O Migon foi quem enxergou essa oportunidade, iniciou a prospecção junto aos organizadores do evento e começou a mobilizar as entidades e os personagens do ecossistema ITA para construirmos essa participação”, destaca Muylaert.
A partir desse trabalho inicial, Muylaert estruturou a proposta institucional da iniciativa, organizando internamente o projeto, conduzindo as articulações com parceiros estratégicos e formalizando o apoio institucional da entidade ao evento por meio da assinatura de um termo de cooperação com a organização do Energy Summit.
Paralelamente às articulações institucionais conduzidas pela ITAEx, a organização da participação acadêmica contou com o trabalho do Tenente-Coronel Gui Moreira, professor responsável por coordenar, junto ao ITA, a mobilização de professores e alunos e por liderar a comitiva da instituição durante o evento.
A atuação integrada entre o ITA e a ITAEx foi fundamental para reunir, em uma mesma iniciativa, pesquisadores, estudantes, equipes de competição e startups, ampliando a presença do ecossistema do ITA no evento.
A ITAEx contou com a parceria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), do SENAI Ceará e da Fundação Casimiro Montenegro Filho (FCMF), que contribuíram para viabilizar a presença da comunidade iteana.
“Abraçamos essa ideia e trabalhamos para transformá-la em uma iniciativa institucional sólida. Conseguimos reunir parceiros estratégicos e criar as condições para que professores, alunos, e startups representassem o ITA em um dos mais importantes fóruns internacionais sobre energia, inovação e sustentabilidade. Ver essa mobilização se concretizar e acompanhar a realização dos nossos alunos e professores foi extremamente gratificante”, afirma Muylaert.
O ITA Fortaleza em um cenário estratégico
A participação ganha significado especial diante da implantação do campus do ITA em Fortaleza.
A nova unidade nasce em uma região que desponta como protagonista nacional em energias renováveis, hidrogênio verde, infraestrutura digital e inteligência artificial, criando oportunidades para que ensino, pesquisa e inovação estejam diretamente conectados às novas cadeias produtivas que se consolidam no país.
Nesse contexto, professores do Programa de Engenharia de Energia do ITA Fortaleza integraram a programação científica da Science Village Awards 2026.

A professora Walquíria Silva apresentou o trabalho “O Setor Elétrico Brasileiro em Transição: Planejamento, Formação de Preços e Desafios de Modernização”, desenvolvido em parceria com a USP. A pesquisa analisa como a modernização do setor elétrico brasileiro exige novos modelos de planejamento, operação e formação de preços diante da incorporação de novas tecnologias e da transformação do sistema energético nacional.
Também foi apresentado pelo professor Andrey da Silva Barbosa, o estudo “Novel Asymmetric Anion-Exchange Membranes for H₂-O₂ Alkaline Fuel Cell Applications“, desenvolvido no ITA e voltado ao avanço de tecnologias para células a combustível alcalinas de hidrogênio.

A programação contou ainda com a participação do professor Francisco Rafael Sousa Freitas, do Programa de Engenharia de Energia do ITA Fortaleza, no painel “Soluções Baseadas na Natureza: Evidência, Métricas e Trade-offs“, reforçando a contribuição da instituição para as discussões internacionais sobre sustentabilidade e inovação no setor energético.
Entre os destaques da participação iteana, o reconhecimento conquistado pelo professor Luiz Gustavo Antonio de Souza, por sua pesquisa, ao receber o prêmio de Destaque na Categoria Democratização, concedida aos estudos considerados mais relevantes submetidos. Seu trabalho propõe uma abordagem integrada para a avaliação de externalidades sociais não precificadas em sistemas de bioenergia descentralizada, contribuindo para o avanço do debate sobre políticas energéticas mais justas, eficientes e alinhadas aos desafios da transição energética.

A pesquisa premiada propõe uma abordagem integrada para a avaliação de externalidades sociais não precificadas em sistemas de bioenergia descentralizada, contribuindo para o avanço do debate sobre políticas energéticas mais justas, eficientes e alinhadas aos desafios da transição energética.
Alunos e startups mostram a força do ecossistema
A delegação também reuniu alunos integrantes das iniciativas ITA Rocket Design e ITACube, demonstrando como a formação prática e multidisciplinar faz parte da experiência iteana em estandes personalizados.

O empreendedorismo esteve representado pelas startups AeroRiver, Bizu Space e Deep ESG, que apresentaram soluções voltadas à aviação, tecnologia espacial e gestão de carbono, respectivamente. Entre os destaques esteve o simulador de voo da AeroRiver, que atraiu a atenção dos visitantes durante o evento.

A presença conjunta de pesquisadores, estudantes e empresas evidenciou a capacidade do ecossistema ITA de transformar conhecimento científico em soluções tecnológicas com potencial de impacto para a sociedade.
Ceará reforça protagonismo na transição energética
A programação do Energy Summit também contou com a participação de Hugo Figueiredo (T88), presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), no painel “Flexibilidade e estratégias: VPPs, Armazenagem, Infraestrutura, Rumo à eficiência e segurança energética”, onde apresentou a estratégia do Governo do Ceará para integrar data centers à infraestrutura de geração de energia renovável, destacando o papel do Cinturão Digital do Ceará como base para a expansão da economia digital, da inteligência artificial e de serviços de alta capacidade computacional.

A discussão reforçou o protagonismo do Ceará na construção de uma infraestrutura capaz de conectar tecnologia, energia e inovação, cenário que dialoga diretamente com a implantação do ITA em Fortaleza e amplia as oportunidades para pesquisadores, estudantes e empreendedores atuarem em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Brasil.
Conexões para o futuro
Mais do que participar de um grande evento internacional, a presença do ecossistema ITA no Energy Summit 2026 consolidou uma rede de conexões entre universidade, setor produtivo, governo, investidores e empreendedores.

“Esse é exatamente o papel que a ITAEx busca desempenhar: conectar pessoas, instituições e oportunidades. Quando aproximamos pesquisa, ensino, empreendedorismo e inovação, ampliamos o impacto do ITA e contribuímos para que nossos alunos, professores e empresas estejam presentes nos grandes debates e nas grandes transformações que o Brasil viverá nas próximas décadas”, conclui Edson Muylaert.