A primeira década da ITAEx – Associação de Ex-Alunos Apoiando o ITA (2016–2026) será revisitada nesta série especial pela visão de seus presidentes e daqueles que ajudaram a transformar gratidão em ação.
Entre o impulso inicial do Hexavirato e a consolidação da ITAEx como conhecemos hoje, houve um momento decisivo: a transição.
No primeiro episódio, quem relembra essa fase é Marcelo de Giovanni (T88′). Em abril de 2016, ele assumiu a presidência da Associação em seu período inicial de estruturação, ajudando a transformar um movimento de ex-alunos em uma organização permanente e sustentável. Sua gestão seguiu até novembro daquele ano.
Um início inesperado

“Entrei na reunião como ouvinte, saí dela como o 1º presidente da ITAEx” – conta Marcelo de Giovanni (T88′)
Era abril de 2016. Até então afastado do dia a dia do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Giovanni foi convidado a representar sua turma em uma reunião na Associação dos Engenheiros do ITA (AEITA). O que seria apenas um encontro informal acabou se tornando o início de uma nova responsabilidade.
Foram oito meses (abril a novembro) à frente da ITAEx, em um período em que a Associação ainda estava sendo desenhada, tanto em sua forma quanto em seus processos.
Construindo as bases

Em uma das reuniões com os primeiros pontos focais, Carlos Henrique C. Ribeiro (foto abaixo), então pró-reitor de graduação, participou destacando o impacto do modelo
Naquele momento, o desafio era claro: transformar o movimento bem-sucedido da T61 em uma estrutura institucional capaz de mobilizar e integrar toda a comunidade iteana.
Sem estrutura formal definida, o trabalho era coletivo. Um primeiro conselho, formado por representantes de diferentes turmas, passou a se reunir regularmente para desenhar os caminhos da Associação:
- João Gomez (T61)
- Luiz Carlos Miguez (T66)
- Venâncio Alvarenga Gomes (T77)
- Arnaldo Barbalho (T78)
- Mohamed Osman (T85)
- Reubens Léda de Barros Ferraz (T86)
- Roberto Thiele (T87)
- Marcelo de Giovanni (T88′)
- David Oliveira (T89)
- Daniel Lavouras (T93)
Entre as prioridades estavam:
* a criação do ciclo de projetos (regras, seleção e acompanhamento);
* a organização dos processos financeiros, com apoio da AEITA;
* e o início da mobilização das turmas para doações.
“Naquele período, cada um contribuía como podia e todos opinavam sobre tudo.”
E ao final da sua gestão, com base nos aprendizados, desenharam uma estrutura mais formal e funções distribuídas, com diretorias e conselhos, e um secretário executivo contratado em tempo integral.
O papel da AEITA e o apoio institucional
Antes da formalização da ITAEx, a AEITA teve papel fundamental, oferecendo suporte operacional e jurídico para viabilizar os primeiros projetos.
Enquanto isso, o próprio ITA já reconhecia o potencial da iniciativa e acompanhava de perto sua evolução.
Os desafios de dar forma ao movimento

Se o modelo inicial já havia se mostrado promissor, o desafio daquela fase era outro: estruturar.
“O mais difícil – o piloto e o convencimento – já havia sido feito pela T61. Mas estruturar exigia tempo, energia e coordenação.”
Conciliar a construção de processos com as demandas do dia a dia foi um dos principais pontos de atenção, especialmente considerando o caráter voluntário da atuação.
Uma comunidade começava a surgir
Mesmo em estágio inicial, já era possível perceber algo maior tomando forma.
“Já era notável a adesão de boa parte da comunidade, mesmo naquele princípio.”
A mobilização de ex-alunos, o engajamento de professores e o interesse dos próprios estudantes sinalizavam que a ITAEx poderia se tornar um elo permanente entre gerações.
Do início à consolidação
Ao olhar para a ITAEx hoje, Giovanni destaca a evolução em maturidade e escala.
“De uma startup incubada com um pé dentro da AEITA, para uma associação consolidada e relevante na comunidade iteana.”
O valor daquele momento
Para Giovanni, o período de transição teve um papel essencial:
“A ITAEx estava aprendendo a andar, para que depois pudesse correr.”
Retribuir para transformar o futuro
Ao completar dez anos em novembro de 2026, a ITAEx reafirma seu propósito de apoiar o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e contribuir para a formação de novos engenheiros.
E, para Giovanni, essa é uma oportunidade rara:
“Esses jovens que estão lá hoje vão fazer diferença no futuro do Brasil. Temos a oportunidade de contribuir diretamente para o sucesso deles e para nos orgulharmos ainda mais da nossa escola.”
Em junho vamos acompanhar o momento em que a ITAEx começa a se estruturar como Associação (2016 – 2018), ampliando seu alcance e consolidando suas bases com Reubens Léda de Barros Ferraz (T86).




