Voar mais alto: a visão de Hudson Murad para o futuro da mobilidade aérea urbana

Com uma trajetória que atravessa 34 anos na Força Aérea Brasileira – FAB e uma atuação de destaque no setor de inovação aeroespacial, o Brigadeiro do Ar Hudson Peçanha Murad (T01), hoje na Reserva, tem ajudado a pavimentar um dos caminhos mais ambiciosos da mobilidade aérea urbana: o voo elétrico vertical.
O iteano, desde 2022, é Analista Sênior de Mobilidade Aérea Urbana e Líder de Operações de Voo na Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer que vem ganhando projeção internacional no setor de aeronaves eVTOL (electrical Vertical Take-Off and Landing).
Desde então, tem se integrado nos esforços para transformar a visão da mobilidade aérea urbana (UAM) em realidade.
Sua relação com o ITA não se limita à formação. A base técnica sólida foi fundamental para sua presente atuação, que envolve não apenas aspectos operacionais dos voos com eVTOLs, mas também o desenvolvimento de sistemas e aprimoramento de modelos de análise das operações que propiciem segurança e eficiência no espaço aéreo urbano.
Com atuação estratégica em uma das empresas mais promissoras do setor, Murad segue levando adiante os valores técnicos, científicos e humanos que marcam a formação de excelência do ITA. Uma trajetória que inspira as novas gerações de engenheiros que começam, hoje, a desenhar o futuro da mobilidade aérea urbana.
Acompanhe a entrevista abaixo.

──◇── Carreira e transição da FAB para a Eve

ITAExSua carreira foi extensa e multifacetada na FAB, de piloto a diretor de Tecnologia da Informação (TI). Como essa vivência preparou o caminho para sua atuação na Eve Air Mobility?
Brig. Murad – Essa é uma pergunta interessante, pois enquanto percorria a jornada profissional na FAB, jamais imaginara que as diversas experiências pudessem me conduzir à atual posição na Eve. Como aviador, tive a oportunidade de pilotar aviões e helicópteros.

Em um evento com o então Comandante da Aeronáutica, TB Bermudez, antes do julgamento para o seu generalato – 2019

Nestes últimos, naturalmente, realizei voos a baixa altura, desempenhando, entre outras, as missões típicas de resgate. Nestas, por exemplo, o planejamento de voo envolvia pousos em terrenos rodeados de obstáculos – o que, em certa medida, se assemelha a um ambiente urbano com seus prédios e helipontos elevados situados entre outros edifícios.

Foto oficial para promoção ao Generalato – 2020

Como engenheiro da Computação, trabalhei no desenvolvimento de sistemas de treinamento para controladores de espaço aéreo no Instituto de Controle do Espaço Aéreo – ICEA, onde tive a grata satisfação de aprender um pouco sobre o trabalho desempenhado por aqueles profissionais, que nos ajudam a organizar toda a dinâmica dos movimentos aéreos nos céus do Brasil, tornando-o um dos países de destaque pela Organização da Aviação Civil Internacional – OACI.

Como Diretor de TI no MD, ministrou palestra sobre Carreira Militar aos alunos do Colégio Militar de Juiz de Fora – 2020

Por fim, como diretor de TI, no Ministério da Defesa – MD e depois na FAB, tive o privilégio de também aprender a lidar com questões complexas e relevantes para o nosso País. Relembro das ações para disponibilizar o ambiente de home office para todos os servidores do MD (o que na época não era usual), no prazo de uma semana, em função da pandemia por COVID, em 2020. Tal tarefa, aliada ao desenvolvimento de uma solução de Business Intelligence (BI) em curto espaço de tempo, foi fundamental para não paralisar o apoio logístico à sociedade brasileira, voltada à distribuição de máscaras e equipamentos médico-hospitalares essenciais.

Apresentando as soluções para a área de saúde da FAB – 2010

O trabalho de pensar o ecossistema de mobilidade aérea urbana é uma questão que envolve diversas ramificações e conexões com alguma similaridade às quais me deparei no passado. Ele exige um pensamento sistêmico e holístico, considerando, por exemplo, ruído sobre as cidades, fornecimento de energia de alta potência, organização do espaço aéreo para propiciar escala e equacionamento de demanda.

 

Portanto, depreendo que a multiplicidade de experiências do passado, suas inerentes complexidades e a busca por soluções criativas em prazos exíguos me propiciaram um ambiente fértil de aprendizado para contribuir na Eve.

ITAExQuais foram os principais desafios ao fazer a transição do setor militar para uma empresa de tecnologia e inovação aeroespacial?
Brig. Murad – Inicialmente, um grande desafio foi o cultural. Na caserna, após 34 anos, o acúmulo de experiências e vivências tornam o ambiente profissional mais do que conhecido. E você está perfeitamente adaptado. Conhece bem os limites, o rito, os costumes.

Na despedida do serviço ativo da Aeronáutica – 2022

Quando se vê numa empresa na fase de startup, com profissionais, em sua maioria mais jovens, alguns nas posições de liderança, há que os deixar tranquilos sobre os papéis que cada um deve desempenhar, e que nossa participação visa, única e exclusivamente, o desenvolvimento de um produto adequado ao mercado, a promoção de um ambiente de trabalho harmônico, cordial e respeitoso. Por fim, o sucesso e longevidade da empresa é um objetivo comum a todos.
Outros grandes desafios começaram por aprender diariamente sobre o processo de construção de uma aeronave pela EMBRAER, participar e contribuir nas reuniões técnicas com diversos times das múltiplas engenharias de desenvolvimento do produto, estudar as nuances da certificação, conhecer os detalhes do programa do simulador de treinamento, ajudar nas concepções da qualificação dos futuros pilotos, descobrir as miríades dos processos e atores envolvidos na logística de manutenção e suporte.

Enfim, o grande desafio foi ser aprendiz e educador simultaneamente, num ambiente dinâmico, complexo, colaborativo e disruptivo.

ITAExNo ICEA, o senhor liderou projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Algum
desses conhecimentos ou experiências foi aproveitado diretamente no desenvolvimento
de soluções na Eve?
Brig. Murad – A Eve vem buscando oferecer um sistema de software que irá suportar as
atividades inerentes ao Provedor de Serviços para Mobilidade Aérea Urbana (PSU) a fim de
oportunizar as operações eficientes e seguras no espaço aéreo sobre as cidades.
Este sistema se chama Vector e, por vezes, tive a oportunidade de contribuir com alguns
conhecimentos oriundos do desenvolvimento de simuladores ATC (Air Traffic Control) da
época do ICEA. Diversas informações utilizadas foram provenientes das Concepções
Operacionais da National Aeronautics and Space Administration – NASA, Federal Aviation
Administration – FAA, European Union Aviation Safety Agency – EASA e congêneres
mundiais.
As palavras-chave deste cenário são integração, coordenação e harmonização dos atuais movimentos aéreos (aviões e helicópteros), dos drones e dos eVTOLs, por meio de práticas cooperativas suportadas pela ferramenta. A tônica se baseia em conectar serviços públicos (bombeiro, polícia, engenharia de tráfego e outros) aos operadores de vertiportos,
de aeroporto, de frota, às aeronaves e aos órgãos de controle do espaço aéreo. Enfim, propiciar a interoperabilidade de todos os atores (stakeholders) presentes no ecossistema de UAM (Urban Air Mobility).

──◇──Relação com o ITA e impacto da formação

ITAExO senhor é graduado e mestre pelo ITA. Por que decidiu mesclar sua formação acadêmica em décadas de experiência profissional?
Brig. Murad – Tenho os cursos de Bacharel em Ciências Aeronáuticas pela Academia da Força Aérea – AFA, Engenharia da Computação e Mestrado em Eletrônica e Computação pelo ITA, Curso Operacional de Guerra Eletrônica e Mestrado em Segurança e Defesa pelo Colégio Interamericano de Defesa em Washington – DC, nos EUA, além dos cursos de carreira da FAB.

Cerimônia de conclusão de curso no Colégio Interamericano de Defesa – 2016

Minha jornada foi permeada pelos cursos citados acima. Sempre procurei realizá-los de forma que pudesse intercalar os devidos retornos à Instituição que me acolheu por tantos anos. Creio que o fiz por meio da implementação de soluções necessárias ao engrandecimento e aperfeiçoamento da FAB.

Com a família, na cerimônia de conclusão de Mestrado no CID – 2018

Recordo-me, com muito carinho e gratidão, daqueles que me permitiram alçar esses voos pelos céus do conhecimento e dos que me desafiaram e confiaram na capacidade de entregar soluções efetivas nas áreas de Controle do Espaço Aéreo, Logística, Tecnologia da Informação e Saúde da Aeronáutica.

Como Diretor de TI da FAB, em visita de inspeção ao Centro de Computação da Aeronáutica em São José dos Campos – CCA-SJ – 2021


ITAEx
De que maneira sua formação no ITA tem influenciado suas decisões técnicas e estratégicas na Eve?
Brig. Murad – Especificamente no aspecto técnico, reporto como legado do ITA a preocupação com o ordenamento lógico, objetivo, técnico e abrangente das questões complexas às quais estamos submetidos diariamente na Eve.
No aspecto estratégico, destaco a observância para com o meio ambiente, a qualidade de vida das pessoas, a geração de empregos, a busca de divisas para a Nação, o desenvolvimento da indústria aeroespacial brasileira, o posicionamento do País na vanguarda de conhecimentos, técnicas e tecnologias que propiciem melhores oportunidades e condições de existência às próximas gerações. Enfim, o progresso econômico e social do Brasil.

ITAExA Disciplina Consciente (DC) e a profundidade técnica são marcas conhecidas da formação no ITA. Quais valores considera essenciais para liderar em ambientes inovadores como o da Eve?
Brig. Murad – O ITA e a AFA foram duas instituições que muito contribuíram para a evolução de uma liderança técnica e humana durante minha carreira, tanto na FAB quanto, mais recentemente, na Eve.
Ambas (instituições) pautam seu processo pedagógico em pilares necessários à vida, não somente no aspecto profissional, mas também no pessoal e social. Valores como Coragem, Lealdade, Honra, Dever e Pátria cultuados na AFA encontraram um terreno fértil no ITA. Tive a oportunidade de compartilhá-los com os queridos amigos de graduação por meio da DC.
Na Eve, os valores são Invention Drive Us, Enjoy the Ride, Always be Human-friendly, Sustainability Leads the Way and Safety Above All.
Quando os observo e os comparo aos já existentes na “bagagem”, identifico que a busca por soluções inovadoras não deve prescindir dos aspectos éticos, sustentados pela preocupação com as pessoas, com o meio ambiente e com as futuras gerações.
O uso de todas as nossas faculdades técnicas, éticas e criativas são preponderantes para o sucesso no ambiente tecnológico de inovação.

──◇──Atuação na Eve e destaque internacional

ITAExA Eve vem ganhando destaque em eventos internacionais, como o Paris Air Show 2025. Como avalia o significado desse marco para a empresa e para o Brasil?
Brig. Murad – Considero como um fluxo natural e reflexo de muito empenho de todos, tanto da Eve quanto da EMBRAER, no desenvolvimento do produto e no impulsionamento do ecossistema que o irá acolher em breve.
Podemos nos orgulhar, como brasileiros, de buscar oferecer, não só aqui quanto no exterior, um avião com a qualidade EMBRAER, focado na demanda de nicho presente no mercado atual.

ITAEx O que diferencia a Eve no cenário global de mobilidade aérea urbana? O Brasil está realmente na vanguarda?
Brig. Murad – A Eve se diferencia no cenário global de mobilidade aérea urbana, por oferecer mais do que o eVTOL como produto. O portfólio inclui o Sistema Vector e todo o conjunto de serviços ao cliente, o Tech Care.
Além disso, estamos direta e indiretamente envolvidos na concepção e impulsionamento de todo o ecossistema no Brasil e no mundo. Posso citar, como exemplo o suporte ao Sandbox regulatório da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, criado especificamente para a definição das regras de construção e operação de um Vertiporto.

Participação no Table Top Exercise – Orlando, Flórida – 2024

Outras iniciativas, tais como participação no exercício de simulação de mesa (TableTop Exercise) desenvolvido no fim do ano passado pela FAA e pelo GOAA (The Greater Orlando Aviation Authority) para definição do tráfego aéreo no Aeroporto Internacional de Orlando, fazem parte do dia a dia na Eve.

Primeira visita ao Engineering Device System (EDS) do eVTOL na Eve – 2022

Os exemplos citados e muitas outras ações da Eve, seguramente nos indicam que estamos no caminho adequado e que contribuímos proativamente para a vanguarda da mobilidade aérea em escala mundial.

──◇──Tecnologia, operações e ecossistema eVTOL

ITAExO senhor atua como Líder de Operações de Voo na Eve. Pode explicar o que envolve essa função e como ela se conecta ao desenvolvimento de aeronaves e à operação urbana dos eVTOLs?
Brig. Murad – Como Líder de Operações de Voo, estou subordinado ao Head da Engenharia de Operações de Voo, que no caso da Eve cabe a outro iteano, o engenheiro aeronáutico José Carlos Furuzawa (T90).
Minhas atribuições nesta função consistem em apoiar os times de desenvolvimento do produto nas questões que envolvem o voo vertical, as operações em ambiente urbano, o planejamento de rotas e suas peculiaridades em todo o mundo, segundo as regras de operações da ANAC, FAA, EASA e aquelas aplicáveis nas regiões do Oriente Médio, da Ásia Pacífico e da Austrália.
As atividades ligadas à função de Senior AAM Analyst envolvem a aplicação do conhecimento específico adquirido nestes últimos três anos sobre mobilidade aérea urbana, que incluem os aspectos contidos nas Concepções Operacionais (CONOPS) da NASA, da FAA, da EASA e noutras fontes tais como reuniões com a GAMA (General Aviation Manufacturers Association), NATS-UK (National Air Traffic Service) da Inglaterra.
Há inúmeras conexões entre estas funções e o desenvolvimento da operação urbana dos eVTOLs. Apenas para exemplificar uma delas, cito a participação nas reuniões da GAMA, nas quais contribuímos por meio de discussões e redação de aspectos relativos à Comunicação, Navegação e Vigilância (CNS), culminando no relatório de setembro de 2024 (Enabling Supervised Flight – Procedures, Communications, Navigation, Surveillance and Supporting Infrastructure – An Advanced Air Mobility Roadmap) acessível à comunidade de fabricantes e autoridades do setor aeronáutico envolvidos com UAM nos Estados Unidos e no mundo.

ITAExO software Vector, usado para simulações de tráfego aéreo, é uma peça-chave do ecossistema UAM. Como ele foi concebido e testado? 
Brig. Murad – As concepções iniciais do Vector partiram de várias reuniões na Eve e fora dela, que ajudaram a definir requisitos para o sistema.
Profissionais de diversas áreas ajudaram a conceber o cenário de operações aos quais a ferramenta seria empregada como meio de integração de informações e suporte ao agente de coordenação dos voos de UAM, o PSU.
Ocorreram também participações da equipe de desenvolvimento do produto em eventos conjuntos a futuros operadores de frota e provedores de serviço de tráfego aéreo, como por exemplo o NATS-UK (Reino Unido).
Neste último evento, por exemplo, o Vector foi integrado a um exercício de simulação envolvendo sistemas de Torre de Controle e de Controle de Área de Aproximação Terminal daquela região.
Tive a oportunidade de participar do desenvolvimento, como conhecedor de domínio, em algumas ocasiões, ajudando na crítica de interfaces homem-máquina (HMI) e no planejamento de voos simulados para os exercícios.
O produto se encontra em contínua evolução, por meio de uma abordagem modular que permitirá a integração dos vários atores do ecossistema, tais como operadores de frota, operadores de vertiportos, pilotos e aeronaves e muitos outros (em fase de concepção).

ITAExComo vê a construção de um ecossistema sustentável para eVTOL no Brasil? E qual o papel da Eve nessa transformação?
Brig. Murad – Vejo a criação de um ecossistema sustentável no Brasil como viável e oportuna.
Os motivos para o nascimento da 3ª revolução da aviação (totalmente elétrica) se apoiam numa demanda da sociedade e do mercado.
Muito mais do que uma alegoria oriunda do desenho animado “Os Jetsons”, de Hanna Barbera, os eVTOL são aeronaves pilotadas que se integram a uma realidade, para a qual as pessoas naturalmente despertaram, em função das inúmeras facilidades a serem auferidas nos grandes centros urbanos.
Certamente, inúmeros desafios se apresentam neste caminho e incontáveis oportunidades de novos negócios, tais como provedores de serviços de microclima, de comunicação, navegação e vigilância, de cyber segurança, de detecção antecipada e desvio automático de trajetória, de procedimentos de tráfego (visuais inicialmente e por instrumentos ou digital flight rules, sendo explorado pela NASA).

A Eve é pioneira e mantém acesa a mesma chama de Ozires Silva, o criador da EMBRAER

Movidos pela paixão de voar em uma aeronave disruptiva, com abnegado senso de responsabilidade técnica, respeito às autoridades aeronáuticas e ao legado da aviação de aeronaves e de helicópteros, além de compromisso com os nossos clientes e parceiros, buscamos o desenvolvimento de um produto sustentável e inovador que alcance as expectativas de mercado, focados no nicho para o qual estamos criando o nosso eVTOL, o Vector e o Tech Care.

──◇──Conexões com o ITA hoje

ITAExO senhor acredita que o setor industrial pode se aproximar mais de projetos estudantis como o ITA eVTOL?
Brig. Murad – Tenho convicção de que o setor industrial deve se aproximar dos projetos estudantis, fomentá-los tanto quanto possível, ajudar por meio de demandas pontuais e acompanhar seus desenvolvimentos e principalmente seus resultados.
Respeitada a vocação acadêmica de uma instituição de ensino, acredito que é possível alcançar ganhos mútuos numa parceria que promova a inovação “no ninho”, por meio do aproveitamento de boas ideias em projetos com certo grau de maturidade e, por fim, o acolhimento dos estudantes, agora como profissionais – “águias fora do ninho” – nos quadros das empresas.

ITAExComo a Eve colabora com instituições como o ITA para formar profissionais preparados para os desafios da mobilidade aérea do futuro?
Brig. Murad – Recentemente soube de algumas contribuições da Eve em eventos do ITA, tais como a participação em aula do Curso de Infraestrutura Aeronáutica em abril deste ano e o apoio à equipe eVTOL ITA por meio de interlocutores que esclarecem dúvidas pontuais de alunos envolvidos no projeto. Vejo que há potencial para crescimento neste sentido.

ITAExQue conselho daria para os alunos envolvidos no eVTOL ITA e em outras iniciativas que sonham em trabalhar com aviação inovadora e projetos disruptivos como o da Eve?
Brig. Murad – Primeiramente diria que optaram por uma área desafiadora e muito apaixonante! Devem se preparar para conhecer e respeitar o legado da aviação, mas estarem também dispostos e preparados para construir um futuro promissor e inovador.
Há que se utilizar muito do que já existe e funciona bem, mas há também de ser criativo e usar os fundamentos do ITA que os prepara para serem engenheiros de concepção.
Devem manter acesa a chama do saber. Uma vontade insaciável por conhecer, desbravar, descobrir. Vibrar, tanto nas pequenas quanto nas grandes conquistas! Ter coragem para recomeçar quando surgirem as frustrações e persistirem até encontrarem as soluções.
Por fim, devem possuir a humildade de reconhecer que não são perfeitos e que o sucesso é algo que se alcança em conjunto.
O trabalho em equipe, a camaradagem, o respeito às diferenças, sejam elas quais forem, o amor pela profissão e pelo que fazem serão os pilares para uma vida profissional e pessoal rica em significados! Enfim uma existência, ao final da qual, em seu último suspiro, haverá uma conclusão: Valeu a pena viver!

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